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Começando esta semana, parece que o tema a curto-prazo é o reavivar do dólar, antes da reunião da FOMC na quarta-feira. Os especuladores estão a antecipar que os responsáveis pela politica monetária dos EUA poderão aproveitar a oportunidade para sinalizarem a sua intenção de terminar o alivio quantitativo. Isto seria o primeiro passo no sentido da normalização das politicas fiscais e monetárias. É de esperar que os caminhos divergentes das politicas monetárias dos vários bancos centrais sejam vias para que os mercados de Forex sigam em frente. Ultimamente, os operadores de divisas têm penalizado aquelas divisas cujos bancos centrais estão empenhados em alivio quantitativo (nomeadamente USD, GBP e CHF). Se a Fed confirmar a sua intenção de retirar algum do estímulo, seria quase certo um impulso no USD, ao diferenciar-se do GBP e CHF e aliviar alguma da pressão de venda que se tem feito sentir neste ambiente de baixa taxa de juro. Porém, com os mercados asiáticos limitados pelo feriado de três dia no Japão e calendário macro muito ligeiro, parece que o mercado está aborrecido e à procura de uma desculpa qualquer para provocar uma correcção nos movimentos recentes do USD. Certamente, a negociação curta do USD foi bem lucrativa nas últimas semanas e sentimos que estamos já na altura de haver uma retracção. Com os poucos dados macro disponíveis, é pouco provável que isso aconteça até à reunião da FOMC na quarta-feira à noite, portanto é de esperar negociações laterais até esse ponto. Enquanto a acção dos bancos centrais do G10 vai ocupar-nos durante a maior parte da semana, o espaço dos mercados emergentes está também a antecipar uma semana de vários eventos de risco, com decisões das taxas do SARB na terça-feira e dos bancos centrais de Israel e República Checa no quinta-feira. É de prever que o SARB mantenha as taxas de juro nos 7%, mas estão descontados cortes de 20 pontos para esta reunião o que, se acontecer, poderá provocar o recuo de algum do declínio estável do USD/ZAR. O Banco de Israel deverá também manter as suas taxas de juro a 0.75%, mas há cada vez mais rumores sobre uma subida de 0.25%. O BOI foi o primeiro banco central a aumentar as taxas, desde que a recessão mostrou sinais de estar a abrandar. Estamos à espera de mais sinais de confirmação do Governador Fischer que deseja que sejam as taxas de juro, em vez do Forex, a carregar o fardo da normalização monetária. Não se esperam grandes surpresas do banco central checo, que deverá manter as taxas a 1.25%. No geral, porém, acreditamos que a grande tendência se mantém intacta, nomeadamente que o sentimento pelo risco está em alta e que o USD está em queda. Esta correcção antes da reunião da FOMC deverá ser tomada como uma oportunidade de compra de activos de risco nas descidas e venda do dólar nas subidas.


