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Hoje vamos ter uma série de dados, incluindo as encomendas de bens duradouros e vendas de imóveis novos, bem como as decisões das taxas da Noruega e Nova Zelândia. O anúncio da taxa do Norges Bank irá provavelmente seguir a Austrália como segunda economia do G10 (e primeira na Europa) a começar a apertar a política monetária desde o início da crise financeira. Os mercados esperam um aumento de 25 pontos para 1.50%. O RBNZ também deverá dar um tom mais agressivo, já que os dados do mês passado deram argumentos suficientes para que os membros do banco central ponham de lado as suas palavras mais suaves. Os últimos números para as vendas a retalho situaram-se, em Agosto, a 1.1% MoM (contra os 0.5% esperados), com o IPC do Q3 a subir 1.3% q/q (contra os 0.8% esperados). Os números do PMI de Setembro revelaram a primeira expansão em 18 meses (51.7 vs 48.8 em Agosto). No entanto, apesar dos desenvolvimentos positivos no NOK e NZD, sente-se que um ressurgimento do USD poderá muito bem colocar nuvens sobre os ganhos das divisas a nível individual. O recente abanão nos mercados de capitais e nos dados fracos da confiança do consumidor dos EUA de ontem (47.7 vs 53.5 esp.) permitiram ao USD recuperar face aos seus principais homólogos e acreditamos que pode estar a caminho uma recuperação.
O IPC da Austrália bateu as expectativas esta manhã, com um aumento de 1.0% q/q (vs. 0.9% esperados). Porém, apesar da subida inicial para 0.9207, o par caiu já para 0.9056. A acção dos preços parece ser indicativa de uma perda do apetite pelo risco nos mercados de Forex. Isto tem sido demonstrado nos fechos mais baixos na maioria dos índices asiáticos e, de facto, as bolsas europeias começaram o dia no vermelho, com os futuros dos EUA a apontarem também para uma abertura em baixa. Com os primeiros dados do PIB dos EUA no Q3 amanhã, parece que os investidores estão a ficar nervosos com as perspectivas de uma correcção, depois de terem gozado de um fluxo de boas notícias vindas dos ganhos das empresas. As negociações ligadas ao risco parecem frágeis neste momento, com o ouro abaixo dos $1040 e a testar o suporte a $1032.80 ontem. O EUR/USD parece vulnerável a uma maior correcção até 1.4500.
Esta manhã, os dados da Escandinávia têm dominado a acção dos preços. Apesar dos dados melhores que os esperados da confiança dos consumidores na Suécia, as vendas a retalho de Setembro ficaram aquém das expectativas (0.2% MoM vs 0.5% esp), o que causou uma forte venda do SEK. O USD/SEK subiu a partir dos mínimos de 6.9470 para tocar o máximo de 7.0025. O EUR/SEK encontrou resistência à volta de 10.3600. Isto foi seguido por uma taxa de desemprego AKU da Noruega que cresceu inesperadamente para 3.2% (previsão de 3.1%, contra 3.0% do mês anterior). Este aumento provocou uma subida no USD/NOK e EUR/NOK. O USD/NOK está agora a flutuar acima de 5.700 mas a resistência está a 6.7200. A direcção do par a partir daqui vai ser guiada em grande parte pelo tom das declarações que acompanham a decisão das taxas de hoje.


