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Apesar da queda de 6% nas bolsas do Dubai, os mercados globais ultrapassaram depressa as preocupações com a crise da dívida. O apetite pelo risco começou a semana forte, com a maioria dos índices asiáticos em alta. O remédio para a mais recente onda de aversão ao risco foi um anúncio do banco central dos EAU, indicando que irá estar ao lado dos bancos locais e estrangeiros que operem na região, de forma a assegurar que está disponível uma ampla liquidez. Nunca duvidámos que o emirado, rico em petróleo, de Abu Dhabi tivesse poucas dificuldades em cobrir as obrigações de dívida, que subiram a cerca de 60 mil milhões de dólares. O que é surpreendente é que as dúvidas sobre o rating de dívida soberana foram postas de parte tão depressa. Afinal, não é só no Dubai que estão a aparecer as preocupações. Na Irlanda e na Grécia, as preocupações com as dívidas têm estado a surgir ultimamente, com o nível de dívida soberana CDS a dar leituras muito pouco confortáveis. Ainda assim, as notícias de que o PIB da Índia cresceu mais depressa que o esperado no Q3 fez aumentar o sentimento de que as economias do BRIC estão a sair com força da recessão e a guiar a procura global para cima. Os mercados de Forex continuaram a estabilizar-se da fraca acção de preços do final da semana passada e, agora que os canais estão livres de stops, esperamos um período de consolidação antes da confirmação dos “breakouts” anteriores do USD. Esta semana vamos ter algumas publicações macro dignas de nota, começando com o PIB do Q3 do Canadá hoje mais tarde, que deverá mostrar uma expansão anualizada de 1.0%, depois dos -3.4% do PIB do Q2. Dado o interesse que a Rússia mostrou na diversificação das suas reservas para o CAD e o rally correctivo do USD/CAD na Sexta-feira, que foi incapaz de desafiar a resistência 1.0800. parece que há muito espaço para o CAD subir, se aquele valor bater as previsões. O dia amanhã começa com a decisão das taxas do RBA, prevendo-se uma subida de 25 pontos das taxas, levando-as para 3.75%. Ainda que estejamos em linha com a maioria das previsões, uma subida, o balanço dos riscos pende claramente para uma descida, já que a manutenção das taxas iria surpreender os mercados. O AUD/USD está já sob pressão, à medida que nos aproximamos do final do ano e das realizações de mais valias, que levam à liquidação de negociações nos pares do AUD. Depois da decisão das taxas, vamos ter as vendas a retalho da Austrália na quinta-feira, esperando-se um aumento de 0.3% m/m, depois dos -0.2% de Setembro. Esta vai ser também uma semana importante para a zona Euro, com os dados do desemprego e PMIs manufactureiros amanhã, vendas a retalho, PIB do Q3 e decisão das taxas do BCE na quinta-feira. Estas publicações vão, sem dúvida, influenciar a direcção do EUR/USD dentro do canal, mas os movimentos sustentados vão depender muito da direcção geral do apetite pelo risco e na confirmação de quebras a partir de uma perspectiva técnica.


