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As festas estão claramente aí, com as negociações a serem definidas, cada vez mais, por sessões dentro de canais e movimentos exagerados de falta de liquidez. O DXY continua a subir com os dados, melhores que os esperados, das vendas de imóveis nos EUA, que ajudaram o dólar a subir em Nova Iorque, enquanto os dados desapontantes do PIB da Nova Zelândia ajudaram a suportar do dólar na Ásia. Além disso, os receios com a dívida soberana da Grécia voltaram a estar em foco, com o já previsto downgrade da Moody’s, apenas um pouco abaixo do esperado pelos participantes. Isto significa também que a dívida da Grécia poderá ser também usada como colateral para as operações de financiamento do BCE. O feriado no Japão manteve as negociações ligeiras na Ásia, mas estamos ainda a ver uma venda estável do JPY, com a subida dos Treasuries dos EUA agora a atrair capital doméstico. O USD/JPY esteve instável e negociou-se à volta de 91.55 e 91.90, enquanto o EUR/USD esteve num canal cada vez mais apertado, entre 1.4220 e 1.4280. Na Nova Zelândia, o PIB desapontou os mercados, a 0.2% q/q, contra os 0.4% esperados. O dado yoy foi de -1.3%, contra os -1.2% esperados. Apesar do desvio, o valor do PIB indica claramente que a Nova Zelândia está completamente fora da recessão e na estrada para a recuperação. O NZD/USD caiu para 0.6972, mas conseguiu subir com a venda do USD. No geral, a tendência do crescimento é positiva e deverá dar suporte à nossa opinião que o RBNZ deverá começar a subir as taxas no início de 2010. As minutas do BoE mostraram que os membros foram unânimes no seu desejo de manter as taxas e o AQ estáveis. O BoE avisou, porém, os mercados que há “incertezas excepcionais” de um ponto de vista do crescimento e inflação, sublinhando os acontecimentos no Dubai e Grécia como ilustração de que os choques externos poderão ainda afectar o Reino Unido. Depois dos dados desapontantes do PIB do Q3 de ontem numa base anualizada a -5.1% vs -4.9% exp., está claro que os membros do MPC têm razões para estarem preocupados. Há uma especulação cada vez maior que o MPC não colocou totalmente o programa de compra de activos na prateleira e que irá aumentá-lo em cerca de 25 mil milhões de libras (não a “pausa” esperada em Fevereiro). Os pares da libras pareciam uma montanha-russa, com o EURGBP a cair fortemente para 0.8913, mesmo antes de retroceder para a resistência a0.8948 no canal bullish intradiário. Na sessão dos EUA, temos o índice de confiança da Universidade do Michigan, as vendas de imóveis novos e uma série de publicações que nos vão dar uma ideia de como está a aguentar o sempre crítico consumo dos EUA. Os mercados europeus estão actualmente em alta, com os futuros dos EUA a apontarem para uma abertura em alta (dados firmes dos EUA deverão dar às bolsas um bom impulso). Isto deverá ser bom para o risco e mau para o USD, ainda que não possamos já contar com esta correlação.


